Internet

   Na tentativa de começar a rejeitar novas coisas, o abuso de redes sociais e de rejeitá-las, estou aqui pela primeira vez. Começo apresentando quem eu fui na internet. Um nada. Nunca tive acesso facilitado como meus amigos de rua - fui ter um telefone com tecnologia Android aos 18 anos, quando meu pai comprou um telefone pra mim; meu primeiro notebook também veio nessa época. 

    Mas apesar disso, tinha aulas de informática na escola, que não me valeram muito a não ser para jogar o jogo de maquiagem da Barbie (r.i.p. adobe flash player). Aos 14, pude fazer um curso de informática, o qual não concluí e me faz falta hoje saber montar uma tabela de Excel. Nessa mesma época, eu tive acesso ao Facebook e às Lan Houses, foi minha inserção no mundo digital. Ali me descobri bissexual, descobri que não se confia em homens nem mulheres e que o cyberbullying pode te fazer muito mal.

    Mais tarde, eu conseguiria meu segundo telefone com tela touch, sem Android, o qual eu teria acesso ao Twitter por meio do navegador. Ali, piorei minha vida digital. Segui minha primeira paixão de escola, esperava ansiosamente por seu primeiro tweet do dia. Não é tão divertido lembrar disso, ainda.

Bom, depois eu virei um usuário comum de todas as outras redes sociais, com o diferencial de que, por não ter tido acesso desde o início da vida, vivia mais horas do meu dia absorvendo tudo que eu pudesse de todas elas. Todos os vídeos, postagens, tweets, textos longos de Facebook e todas as discussões mais bestas que poderia existir.

Agora, cansado de me sentir apenas um usuário f*dido de internet, quero ter hobbies novamente, a mesma vida ativa que eu tinha antes de sequer ter um perfil em twitter e ser capaz de "hit" falando mal de reitor de universidade. Agora, quero estar na internet, escrevendo mais linhas que um tweet.